A história de Helen Killer 

A HISTÓRIA DE HELEN KILLER

 A grande prova dos intelectualistas contra os empiristas foi a história de Helen killer. Nascida cega, surda e muda, Helen Killer aprendeu a usar a linguagem sem nunca ter visto as coisas e as palavras,  sem nunca ter escutado ou emitido um som. Se a linguagem dependesse exclusivamente de mecanismos e disposições corporais , Hellen Killer jamais teria chegado a linguagem.

  Mas chegou. E chegou quando compreendeu a relação simbólica entre duas expressões diferentes: numa das mãos,  sentia correr água de uma torneira , enquanto a outra mão segurava um lápis,  e guiada por sua professora, ia traçando a palavra água;  quando se tornou capaz de compreender que uma mão traduzia o que a outra sentia ,tornou-se capaz de usar a linguagem dos gestos , escrever e a ler em braile.

  Assim, a linguagem,  longe de ser um mecanismo instintivo e biológico,  seria um fato puro da inteligência,  uma atividade intelectual simbólica e de compreensão, uma pura tradução de pensamentos.
 Helen Adams Keller  (Tuscumbia, 27 de junho de  1880 — Westport,  1 de junho  de  1968)  foi uma escritora, conferencista e ativista social americana. Foi a primeira pessoa surda e cega a conquistar um bacharelado.
A história sobre como sua professora, Anne Sullivan, conseguiu romper o isolamento imposto pela quase total falta de comunicação, permitindo à menina florescer enquanto aprendia a se comunicar, tornou-se amplamente conhecida através do roteiro da peça  The Miracle Worker  que virou o filme  O Milagre de Anne Sullivan (1962), dirigido por Arthur Penn (em Portugal, O Milagre de Helen Keller). Seu aniversário em 27 de junho é comemorado como o Helen Keller Day no estado da Pennsylvania e foi autorizado em nível federal por meio da proclamação presidencial de Jimmy Carter em 1980, no centenário de seu nascimento.
Tornou-se uma célebre e prolífica escritora, filósofa e conferencista, uma personagem famosa pelo extenso trabalho que desenvolveu em favor das pessoas com deficiência. 

ĪO eu psicológico VS sujeito do conhecimento 

O eu psicológico VS sujeito do conhecimento.
 Podemos compreender melhor a diferença entre o eu psicológico e o sujeito do conhecimento tomando alguns exemplos. João,  por exemplo,  pode gostar de geometria e Paula pode detestar essa matéria,  mas o que ambos sentem não afeta os conceitos geométricos nem os procedimentos matemáticos , cujo sentido e valor independem das vivências de ambos que são o objeto construído ou descoberto pelo sujeito do conhecimento.

 Maria pode não saber que existe física quântica e, ao ser informada sobre ela, pode não acreditar nela e não gostar da idéia de que seu corpo seja apenas movimento de partículas invisíveis. Isso porém, não afeta a validade e o sentido da física quântica., descoberta pelo sujeito do conhecimento.

 Luiza tem lembranças agradáveis quando vê rosas amarelas; Antônio porém tem péssimas lembranças agradáveis quando vê rosas dessa cor .No entanto,  a percepção de cores ,de seres especiais e temporais se realiza em nós não segundo nossas vivências psicológicas ou individuais,  mas também segundo leis, normas ,princípios da estruturação e organização que são o mesmo para todos na medida em que cada um de nós não é um sujeito do conhecimento,  mesmo quando não sabemos disso , ou seja,  mesmo que não tenhamos passado à atitude reflexiva pela qual conhecemos que conhecemos.

Matrix e Neo (um olhar filosófico )

Neo e Matrix 

 Se voltarmos ao filme Matrix, podemos perguntar porque ali foi feito o paralelo entre Neo e Sócrates. Conhecemos pelo nome das duas personagens masculinas principais: Neo e Morfeu. Esses nomes são gregos. Neo significa “novo” ou “renovado” e quando dito de alguém significa “jovem na força e no ardor da juventude”.

  Morfeu pertence a mitologia grega: era o nome de um espírito, filho do sono e da noite, que possuía asas e era capaz, num único instante, de voar em absoluto silêncio para as extremidades do mundo. Esvoaçando sobre um ser humano ou pousando levemente sobre sua cabeça,tocando-o com uma papoula vermelha, tinha o poder não só de fazê-lo adormecer e sonhar, mas também aparece-lhe no sonho, tomando a forma humana. É dessa maneira que,no filme,  Morfeu se comunica pela primeira vez com Neo, que desperta assustado com o ruído da mensagem na tela de seu computador. E, no primeiro encontro de ambos ,Morfeu surpreende Neo por sua extrema velocidade, por ser capaz de voar ou parecer saber tudo a respeito desse jovem que não o conhece.

  Várias vezes Morfeu pergunta a Neo se este tem a mesma impressão de estar dormindo e sonhando, sem nunca ter certeza de estar realmente desperto. Essa pergunta deixa de ser feita a partir do momento que, entre uma pílula azul e uma pílula vermelha  ( como papoula na mitologia ), que o fará ver a realidade. É Morfeu quem lhe mostrar a Matrix ( Matrix palavra derivada do latim, mater quer dizer “mãe “.Matrix é o órgão das fêmeas dos mamíferos onde o embrião é formado e o feto se desenvolve,.Na linguagem técnica matriz é o molde para fundição de uma peça, circuito ou codificadores e decodificadores das cores primárias e dos sons da informática como na rede como mostra no Filme Matrix ) fazendo -o compreender que passou a vida inteira sem saber se estava desperto ou se dormia e sonhava porque ,realmente,  esteve sempre dormindo e sonhando.

  Qual o poder de Matrix?  Usar e controlar a inteligência humana para dominar o mundo ,criando uma realidade virtual na qual outros acreditam. A Matrix é o feiticeiro ,a inteligência humana só subsiste sugando o sistema nervoso dos humanos.

  Antes que a palavra computador fosse usada corretamente, quando só havia as enormes máquinas militares e grandes empresas, falava-se em “cérebro eletrônico “. Por quê?  Porque se trata de um objeto técnico diferente de todos aqueles conhecidos até então pela humanidade.

 De fato os objetos técnicos tradicionais ampliavam a força física dos seres humanos  (o microscópio e o telescópio aumentam a força dos olhos; o navio ,automóvel e o avião a força dos pés,  a alavanca ,polia ou o martelo a força das mãos ). Em contrapartida, o “cérebro eletrônico ” ou computador amplia e mesmo substitui as capacidades mentais ou intelectuais dos seres humanos.

 A Matrix é o computador gigantesco que escravisa os homens, usando a mente deles para controlar seus sentimentos e pensamentos, fazendo-os crer que é real o que é aparente . Vencer o poder da Matrix é destruir a aparência, restaurar a realidade é assegurar que os seres humanos possam perceber e compreender o mundo verdadeiro e viver realmente nele. Todos os combates realizado por Neo e seus companheiros, são combates mentais entre centros de sensação, percepção e pensamento humanos e os centros artificiais de Matrix.  As armas e tiroteios que aparecem na tela são pura ilusão, não existem ,pois o combate real não é físico e sim mental.

O movimento segundo a filosofia de Knésis

KÍNESIS 

 No vocabulário grego significa “movimento “. Por movimento, os gregos não entendem apenas a mudança de lugar ou a locomoção, mas toda a mudança qualitativa ou quantificativa de um ser ,bem como seus nascimento ou aparecimento.

 Os primeiros filósofos foram conhecidos como pré socráticos ou filósofos da natureza,  pois o assunto que mais chamava a atenção era saber de onde ou porque existe ou não determinados fenômenos que explicam a vida a necessidade do conhecimento era a procura de esclarecimento tanto que houve a nessecidade de surgir instituições a debater esse assuntos por exemplo a filosofia pré socrática se desenvolve nas cidades  da Jônia  (Ásia Menor ) ; Magna Grega ( Sul da Itália e Sicília )….
 Os principais filósofos pré socráticos foram :

 Escola Jônica : Tales de Mileto, Anaximenes de Mileto, Anaximandro de Mileto, e Eraclito de Éfeso.
 Escola itálica : Pitágoras de Samos, Filolau de Crotona e Árquitas de Tarento.
 Escola Eleata: Parmenides de Eleia e Zenão de Eleia. 
 Escola da Pluralidade : Empédocles de Agrimento,  Leucipo de Abdera e Demócrito de Abdera.
A busca do princípio natural , eterno , imperecivel e imortal gerador de todos os seres. A cosmologia não admite a criação do mundo a partir do nada ; ela afirma a geração de todas as coisas por um princípio natural de onde tudo vem e para onde tudo retorna. Esse princípio é uma natureza primordial chamado physis, sendo a causa natural continua e impecável de todos seres vivos e suas transformações.
 Kínesis podemos definir como algo: nascer mudar,qualidade quantidade,  e morrer.
 Physis :fazer ,surgir brotar nascer produzir etc..

O grande sentido das coisas 

O grande sentido das coisas é : que as coisas não tem sentido algum.

  Quem nunca se perguntou __qual é o sentido da vida?  , e no meio de uma crise existencial se viu preso a uma questão no qual a resposta não se tem….grandes mentes se aventuraram tentando decifrar esse enigma que pertuba o pensamento e aperta o coração….inveja , amor , ódio,  avareza,  alegria , tristeza,  fidelidade ou adultério….quem nunca pensou nessas palavras apaixonadas ? que atire a primeira pedra…..

  O ser humano em sua condição é: um ser angustiado. Pois vive procurando por respostas , para satisfazer seu equilíbrio emocional.., não é de se esperar que a depressão é a doença do século XXI , nos quais a mídia mostram pessoas sorridentes e alegres , onde o capitalismo oferece um parque de diversões e um cinema com direito a pipoca, a busca doentia pelo corpo perfeito,  por namorados e namoradas ; maridos e mulher perfeitos de sorrisos e corpos esculturais..a diversão, o narcisismo e o amor fazem com que o ser em si não considere uma tristeza algo da condição humana,  mas ele a encara como doença , pois está fora dos padrões de uma sociedade que repassa uma imagem distorcida do que é a realidade. Se pararmos para pensar o psicólogo quando está em crise ele precisará concerteza ir ao consultório vizinho para conversar , sua profissão não mostra ele como a pessoa mais equilibrada do mundo,  pois também passa ele por problemas na vida como: perdas , ganhos , vitórias ou fracasso, amor ou ódio. …todo  misto de condições que se chama de doença, ….O ser humano pode-se chamar de um ser angustiado __pois o angustiado vive em busca de sentido para as coisas. …A filosofia existe porque em algum momento a angústia foi uma questão a ser resolvida ….porém isso nunca será resolvido, porque o grande sentido das coisas é que elas não têm sentido .,tudo é apenas uma condição humana .

A escrita

A invenção da escrita alfabética,  que ,como a do calendário e a da moeda,  revela o crescimento da capacidade de ABSTRAÇÃO e de generalização, uma vez que a escrita alfabética ou fonética,  diferentemente de outras escritas __como, por exemplo,  hieróglifos dos egípcios ou os ideogramas chineses __,supõe que não se represente uma imagem da coisa que está sendo dita,mas que se ofereça um sinal ou signo abstrato (uma palavra).
 Abstração e sacralização 

Nas escrituras não alfabética,  a cada sinal corresponde uma coisa ou idéia;  na escrita Alfabética ou fonética, as letras são independentes e podem ser combinadas de formas variadas em palavras, e estas podem ser distribuídas de forma variadas para exprimir idéias. Ou seja, nas outras escritas, o signo representa a coisa assinalada; na escrita alfabética, a palavra designa uma coisa é exprime uma idéia.  Nas outras escritas, há tendência de sacralizar os sinais ou os signos ou de lhes dar um caráter mágicos  ( acredita-se que eles são as coisas assinaladas e que nessas forças demoníacas ou divinas encaram , de maneira que quem sabe escrever ou usar os sinais tem o poder sobre as coisas e sobre os outros),enquanto a escrita alfabética é inteiramente leiga, abstrata ,racional e usada por todos.

Alienação 

Alienação 

 O Filósofo alemão Feuerbach,  contemporâneo de Marx, desenvolveu um estudo no qual investigara o modo como as religiões e modo como os seres humanos sentem a necessidade de oferecer uma explicação para a origem e a finalidade do mundo. Ao buscar essa explicação, Feuerbach constatou que os humanos projetam para fora de si um ser superior dotado das qualidades que julgam melhores: inteligência, vontade livre, bondade, justiça,  beleza, mas as fazem existir nesse ser supremo como superlativistas, isto é este ser é oniciente, pouco os humanos sabem que foram eles os criadores desse pensamento a acreditar no inverso ou seja foi o próprio homem que criou Deus. Passam a adorá-lo, presentea-lhe culto, teme-lo. Não reconhece que esse Deus é um mero produto de sua imaginação. Não reconhece que os homens criaram os deuses. Quando os homens não se reconhecem num outro que eles mesmo criarão eles alienam. Feuerbach designou o fato a alienação.